Comentários sobre o filme RAPSÓDIA EM AGOSTO, de Akira Kurosawa, apresentado pelo padre e psicólogo Isao, em 19/02/2017

Pauta aberta por:

Mani Alvarez

23 Fevereiro 2017 | 12:17 am Atualizado em: 23 Fevereiro 2017 | 12:17 am
Por Leda Pedroso

Esse filme tem como pano de fundo a bomba lançada pelos Estados Unidos sobre Nagasaki durante a 2ªguerra mundial. Porém, o foco do cineasta versou sobre as consequências desse fato na vida das pessoas civis que sofreram os horrores da guerra.
Kurosawa analisa três gerações: uma anciã sobrevivente da bomba, seus dois filhos adultos e seus três netos adolescentes.
É impressionante a diferença entre essas três gerações no que concerne à visão da guerra e de como seguiram suas vidas a partir daí.
O silêncio sobre o sofrimento mortal pelo qual passou a geração sobrevivente, fez com que seus filhos crescessem alienados do ocorrido e direcionassem o objetivo de suas vidas na busca de sucesso financeiro, inclusive nos Estados Unidos.
Os adolescentes, por sua vez, têm a oportunidade de conviver com a avó e comparar suas convicções com as de seus pais. Vão para Nagasaki e entram em contato com as ações feitas para resguardar a memória do ocorrido. A partir daí passam a entender a avó e suas crenças em uma relação poética de carinho e amor.
Kurosawa não quis culpar os Estados Unidos pela bomba, mas sim a GUERRA cuja decisão é tomada pelos governantes independente da população civil. Seu olhar, pode-se dizer, não é propriamente crítico, mas também não é politicamente ingênuo.
Aos 80 anos ele reforça a tese que não haverá paz se as guerras forem esquecidas pelas gerações mais novas.

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